Agosto Lilás: UFG promove Dia D de Mobilização pela vida e pelos direitos das mulheres
Programação do dia 28 de agosto reúne atividades de saúde, diálogo, acolhimento e cultura; destaque para as ações das 8h às 11h, no Câmpus Samambaia
Programação do dia 28 de agosto reúne atividades de saúde, diálogo, acolhimento e cultura; destaque para as ações das 8h às 11h, no Câmpus Samambaia
Durante o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização e ao enfrentamento da violência contra as mulheres, a Secretaria de Inclusão (SIN) e a Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Universidade Federal de Goiás (UFG) elaboraram um material de orientação e conscientização voltado à prevenção e ao enfrentamento da violência de gênero no ambiente acadêmico.
Programa Nacional de Apoio à Permanência, Diversidade e Visibilidade na UFG – AFIRMASUS A Universidade Federal de Goiás (UFG), por meio da Secretaria de Inclusão (SIN) e da Comissão Local de Acompanhamento e Avaliação do AFIRMASUS (CLAA), torna público o Edital nº 01/2026, que estabelece normas para o processo seletivo simplificado de docentes para atuação como Tutor(a) e Co-Tutor(a) do Programa Nacional de Apoio à Permanência, Diversidade e Visibilidade para Discentes na Área da Saúde – AFIRMASUS.
A seleção contempla o projeto desenvolvido no Câmpus Samambaia, denominado “Tecendo Saberes na Construção da Saúde no SUS: Protagonismo Estudantil e Permanência de Estudantes Indígenas e Quilombolas na UFG”. O projeto tem como objetivo promover a permanência de estudantes indígenas e quilombolas na UFG, além de contribuir para a atenção integral, a prevenção e a promoção da saúde qualificada e humanizada no Sistema Único de Saúde (SUS), fortalecendo o protagonismo e a participação social dos estudantes.
Por meio do programa "UFG pela Vida de Todas", a instituição inaugura a Sala Lilás na Ouvidoria, lança botão SOS no aplicativo oficial e estabelece instrução normativa para proteção a servidoras.
A Universidade Federal de Goiás (UFG) deu mais um passo significativo no combate à violência de gênero e no fortalecimento de sua política de acolhimento institucional. Por meio do programa "UFG pela Vida de Todas", a universidade apresentou um pacote de medidas estratégicas criadas para garantir um ambiente acadêmico seguro, inclusivo e de tolerância zero contra qualquer forma de agressão ou assédio.
Entre as principais entregas apresentadas à comunidade universitária estão a inauguração da Sala Lilás, a implementação do botão SOS no aplicativo Minha UFG, a publicação de uma instrução normativa voltada ao amparo de servidoras em situação de violência e a instalação do Banco Vermelho na Biblioteca Central do Câmpus Samambaia.
A campanha Agosto Lilás mobiliza a sociedade brasileira para intensificar a conscientização e a divulgação das redes de proteção às mulheres em situação de violência. Criada em referência à sanção da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), a iniciativa reforça que romper o ciclo de abusos depende do conhecimento e do acionamento dos equipamentos públicos e institucionais integrados em todo o país.
Instituído nacionalmente para intensificar o debate e a conscientização pelo fim da violência de gênero, o Agosto Lilás transcende o caráter simbólico do mês e se consolida como um período crucial de mobilização social. A campanha, criada em alusão ao aniversário da sanção da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), reforça anualmente a urgência de dar visibilidade aos mecanismos de proteção e, sobretudo, de facilitar o acesso da população aos canais oficiais de denúncia e acolhimento.
Especialistas e órgãos de segurança pública reforçam que a violência contra a mulher seja ela física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral não deve ser tratada como um assunto privado. Para garantir que vítimas e testemunhas possam romper o ciclo de abusos, o poder público disponibiliza diferentes vias de atendimento gratuito, sigiloso e de abrangência nacional.
A violência física é uma das violações mais visíveis e agressivas dos direitos humanos e da dignidade da pessoa. Caracterizada por qualquer conduta que ofenda a integridade ou a saúde corporal de um indivíduo, essa prática vai muito além do estereótipo do espancamento isolado. Ela se manifesta de formas diversas, deixa marcas profundas tanto visíveis quanto invisíveis e exige um rigoroso sistema de resposta estatal e social para a sua contenção.
Compreender o consentimento é o pilar fundamental para o combate aos crimes sexuais. Conheça a legislação, a rede de proteção do Estado e os canais de suporte disponíveis.
A violência sexual é uma grave violação dos direitos humanos e um problema de saúde pública universal. No Brasil, o enfrentamento a esse tipo de crime passa por reformas legislativas, mas exige também uma transformação cultural contínua sobre a autonomia corporal e o respeito individual. Para romper o ciclo de violência e apoiar quem passou por um trauma sexual, é fundamental compreender a centralidade do consentimento, os direitos legais e de saúde garantidos por lei e os canais de denúncia e acolhimento existentes.
Prática recorrente em relacionamentos abusivos vai além do prejuízo financeiro e é reconhecida pela Lei Maria da Penha como uma grave violação dos direitos humanos.
Quando se fala em violência doméstica, as agressões físicas e verbais costumam ser as primeiras lembradas. No entanto, existe uma forma silenciosa e devastadora de dominação que impede milhares de mulheres de romperem o ciclo de abusos: a violência patrimonial.
Prevista expressamente na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), essa modalidade de agressão não se resume à destruição de objetos materiais. Trata-se de um conjunto de condutas que visam retirar a autonomia econômica da mulher, tornando-a dependente do agressor para ações básicas do cotidiano.