Conheça os canais oficiais de denúncia e combate à violência contra a mulher

Instituído nacionalmente para intensificar o debate e a conscientização pelo fim da violência de gênero, o Agosto Lilás transcende o caráter simbólico do mês e se consolida como um período crucial de mobilização social. A campanha, criada em alusão ao aniversário da sanção da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006), reforça anualmente a urgência de dar visibilidade aos mecanismos de proteção e, sobretudo, de facilitar o acesso da população aos canais oficiais de denúncia e acolhimento.
Especialistas e órgãos de segurança pública reforçam que a violência contra a mulher seja ela física, psicológica, sexual, patrimonial ou moral não deve ser tratada como um assunto privado. Para garantir que vítimas e testemunhas possam romper o ciclo de abusos, o poder público disponibiliza diferentes vias de atendimento gratuito, sigiloso e de abrangência nacional.
Os principais canais de denúncia e apoio
- Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher)Serviço essencial de utilidade pública do Ministério das Mulheres, o Ligue 180 opera 24 horas por dia, todos os dias da semana, em território nacional e no exterior. O canal recebe denúncias de violência, encaminha os casos aos órgãos competentes e fornece informações detalhadas sobre a rede de atendimento e os direitos da mulher.
Como acessar: Por ligação telefônica discando diretamente 180 (gratuito), ou pelo WhatsApp (61) 9610-0180, que conta com atendimento automatizado e humanizado via chat.
- 190 (Polícia Militar) Em situações de emergência, quando a violência está ocorrendo naquele exato momento ou há risco iminente à vida da vítima, o acionamento deve ser imediato por meio da Polícia Militar.
Como acessar: Disque 190. Uma viatura é direcionada com urgência para o local da ocorrência.
- Disque 100 (Direitos Humanos) Embora voltado de forma ampla para violações de direitos humanos, o Disque 100 também atua como um canal complementar no recebimento e encaminhamento de denúncias que envolvem vulnerabilidades e agressões contra minorias e grupos protegidos.
- Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs) e Plataformas Digitais Muitos estados contam com unidades físicas das DEAMs com funcionamento ininterrupto, além de Delegacias Eletrônicas ou virtuais. Nelas, é possível registrar boletins de ocorrência e solicitar medidas protetivas de urgência de forma online ou presencial.
A importância da rede de apoio
Durante o Agosto Lilás, o foco das autoridades direciona-se também à expansão da chamada Rede de Atendimento, que engloba Centros de Referência, Casas da Mulher Brasileira, Defensorias Públicas e o Ministério Público. A eficácia do combate à violência depende diretamente da denúncia que pode ser feita não apenas pela vítima, mas por qualquer cidadão que presencie ou tenha conhecimento de agressões.
Denunciar é um ato legal respaldado pela proteção ao sigilo, salvando vidas e interrompendo a escalada de crimes de ódio contra a mulher no país.
Referências
CNN BRASIL. Violência contra a mulher: quais são os canais de denúncia em cada estado. Portal CNN Brasil, 2026. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/brasil/violencia-contra-a-mulher-quais-sao-os-canais-de-denuncia-em-cada-estado/.
Acesso em: 13 ago. 2026.
BRASIL. Ministério das Mulheres. Ligue 180 – Central de Atendimento à Mulher. Brasília, DF: Ministério das Mulheres, 2024. Disponível em: https://www.gov.br/mulheres/pt-br/ligue180.
Acesso em: 13 ago. 2026.
GOIÁS. Secretaria de Estado da Economia. Agosto Lilás: Mês de combate à violência contra a mulher. Espaço Colaborador. Goiânia: Secretaria da Economia. Disponível em: https://espacocolaborador.economia.go.gov.br/Paginas/Agosto-Lilas-Mes-de-combate-a-violencia-contra-a-mulher.aspx.
Acesso em: 13 ago. 2026.
Categorias: NOTÍCIA